
***TEXTO REFERENTE A NOTÍCIA PUBLICADA EM 06 de Dezembro de 2010 às 09h55
No site globo.com, com o título: Menina de 12 anos morre ao receber vaselina em vez de soro***
Nesta manhã li uma notícia que me deixou estarrecida.
E tal fato levou-me a refletir sobre a forma como estamos atualmente agindo e reagindo diante das responsabilidades que temos, diante das tarefas que nos oportunizam realizar, diante da administração de nosso tempo, de nosso espaço, de nossas vidas.
Sabemos que incompetência causa repulsa, porém não imaginaria que fosse capaz de causar morte.
Neste caso entendo que a incompetência não começa na enfermeira. Pobre infeliz que teve a desgraça da incompetência terminar justo em suas mãos. Vejo que ocorre também, na fabricação de soro fisiológico e vaselina, sendo embalados em frascos idênticos.
Talvez na escala de trabalho que permite profissionais exaustos cumprir longas horas de serviço, na supervisão que não acompanha, na inexistência do trabalho em equipe onde, se um está prestes a falhar, outro está junto para alertar.
Percebo que não há uma responsabilidade isolada para esta morte. A mãe poderia ter lido o frasco... mas porque desconfiar de um profissional habilitado?
Na verdade a incompetência nos ronda.
Nos ronda nas manhãs em que recebemos o jornal antes do café, no motorista do ônibus que nos leva ao trabalho, no porteiro do prédio, no elevador que de novo está em manutenção... na atendente da padaria, no vendedor de flores, nos bancários, nos atendentes do bar da esquina,etc.
Nos ronda ainda enquanto estamos no escritório, quando chegamos em casa e às vezes deita na cama conosco por estar em nós mesmos.
Mas o que mais me espanta é que a incompetência pode nos matar!
Matar-nos na carreira, no casamento, de enfado.
Sejamos excelentes em tudo!
O descaso ao conhecimento, à conquista de habilidade, ao desejo de ser sempre melhor, tem levado a mediocridade do bom, do suficiente, quando poderíamos estar no estágio de melhor, de abundante, excelente.
Façamos nossas tarefas com o entusiasmo da primeira vez, mas como se fosse a última!
Desejemos a excelência. Ofereçamos nosso talento, nossa força e nosso serviço como servos, com competência, segurança e especialidade.
Não permitamos que a incompetência nos mate nos sonhos, nos salários, nas oportunidades. E ainda mais, não permitamos jamais que ela mate nosso próximo!
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